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Alimentação X Dor de Cabeça

Dores de cabeça ou enxaquecas frequentes costumam ser sintomas bem comuns nos dias de hoje, muitas vezes é relacionado ao dia-dia corrido e estressante mas podem também ter relação com uma alimentação inadequada. Geralmente acometem mais mulheres do que homens e podem se iniciar na infância ou adolescência, acompanhando a pessoa por toda a sua vida.

Muitos são os fatores que podem desencadear uma crise de dor, sendo os principais o uso de anticoncepcionais, fatores relacionados ao estresse, sono, atividade física, tensão, predisposição genética, taxas hormonais, menstruação, exercícios, estímulos sensoriais e ambientais e exposição ao frio, calor, umidade ou a cheiros (principalmente aqueles relacionados a perfumes, derivados de petróleo e fumaça de cigarro), além do consumo alimentar.

Uma alimentação adequada exerce um papel positivo no tratamento preventivo da enxaqueca, existem alguns fatores e alimentos que estão relacionados ao início dos episódios de dor que são:

– Jejum prolongado

– Pular refeições

– Desidratação – não beber água

– Consumo de bebidas alcoólicas (vinho tinto, vinho branco, cerveja ou bebidas destiladas)

– Chocolate

– Queijos amarelos

– Frutas cítricas (laranja, limão, abacaxi)

– Embutidos/Enlatados: linguiça, salsicha e outras conservas de coloração avermelhada que usam nitritos e nitratos como conservantes

– Café

– Chás

– Refrigerante a base de cola

– Sorvetes

– Alimentos fritos ou ricos em gorduras

– Adoçantes/Edulcorantes: aspartame

– Realçador de sabor: glutamato monossódico

 

No entanto, esta relação é muito controversa, uma vez que a sensibilidade às substâncias presentes nesses alimentos é muito variável de paciente para paciente, sendo necessário analisar caso a caso.

Entenda como uma má alimentação pode interferir no seu bem-estar:

A alimentação pode afetar na crise de enxaqueca através de mecanismos químicos, relacionado aos constituintes da alimentação e imunológicos, relacionado à alguma intolerância alimentar. Quando se trata de mecanismo químico a serotonina e a noradrenalina são as substancias relacionadas. A enxaqueca é um conjunto de sintomas que envolvem picos de aumento e diminuição de serotonina, que podem levar à resistência dos receptores desse neurotransmissor. A resistência acontece quando existe uma quantidade muito grande de serotonina na circulação e os receptores não têm capacidade para captar toda a quantidade desta substância.

Os alimentos influenciam as crises de dor de diferentes maneiras: aumentando os níveis de serotonina e noroepinefrina, provocando a vasoconstrição ou vasodilatação ou estimulando diretamente o gânglio trigêmio ou o tronco e córtex cerebral, provocando dor. Alguns pesquisadores estão procurando estabelecer a relação entre o excesso de serotonina, consumo alimentar e estilo de vida.

A melatonina, cujo precursor é a serotonina, tem sua produção diretamente relacionada ao ciclo claro-escuro (circadiano), exercendo um papel fundamental na regulação do estado sono/vigília, do ritmo de vários processos fisiológicos, participando do controle do relógio biológico. Com a diminuição das horas de sono ocasionada por excesso de trabalho, estresse e outras condições da vida moderna, menor quantidade de melatonina é fabricada ocorrendo excesso de serotonina no organismo podendo desencadear episódios de dor.

A qualidade de vida está amplamente relacionada com o desaparecimento das dores de cabeça ou enxaquecas. Através de uma anamnese completa e bem detalhada, feita pela nutricionista, será possível elaborar um plano alimentar adequado e específico, com restrição de alimentos desencadeadores e prevenindo episódios de dores, diminuindo a intensidade e o número de crises, além de ser uma estratégia de prevenção mais natural proporcionando maior qualidade de vida.

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